sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os sonhos,sempre eles...





Há noticias que nos caem como bombas,
não sei o que é levar com uma bomba em cima mas posso imaginar,
deve ser qualquer coisa muito perto de entrar para um buraco que entretanto o chão abriu,
escuro,frio, tão doloroso quanto a queda.
E lá em baixo onde não tens senão a ti aprendes a sobreviver,a respirar muito devagarinho para que o ar não acabe e as dores não aumentem.
Triste e assustada procuras uma luz que não vês,uma voz que é surda,um riso que percebes ser afinal o  teu choro.
E é no meio dessa água que entretanto a lágrima te deixou molhar os lábios que sabes, sede não vais passar,talvez fome, ali não há nada que se coma...
Enquanto as memórias te alimentarem, de fome não morrerás sequer.
Quando finalmente a calma retira o lugar ao medo já é outro dia,
a luz espreita por aquele buraco,o cão que vai a passar sente gente e volta atrás...
Ladra,ladra tanto e tão persistentemente que passos se aproximam.
Não consigo perceber se estou viva, morta ou apenas triste.
O cão deixou de ladrar,a luz apagou-se,mas os passos esses eu ouço-os ,a respiração acelerada  indica-me a tua presença,estendes-me a mão,seguro-a com firmeza e abraço-te.
Não sei quanto tempo estivemos assim...
O cão era o da vizinha que entretanto voltou a ladrar,os passos eram de alguém que abria a cortina do quarto e deixava entrar a luz...
A respiração acelerada era a minha, provocada pela imensa  emoção de ter conseguido retirar-te do sonho e ter-te finalmente abraçado.

Nani Carvalho

"Agora pode ser"


2 comentários:

  1. Temos sonhos, temos pesadelos, mas vencemos nossos pesadelos por causa dos nossos sonhos.
    Bom fim-de-semana.:))

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  2. sim, ainda bem que existem os sonhos ;)
    Obrigada Marquês de Pombal
    ;)

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